O Mundo em que vivemos

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O Mundo em que vivemos

“Você já percebeu que todas as relações dos seres humanos estão conectadas entre si e com os outros seres vivos e elementos naturais do nosso planeta? E, ainda, sem essas relações o ser humano não sobreviveria?”

Por Fernanda Rachid

IPOEMA – Instituto de Permacultura

Curso de Introdução à Permacultura, Brasília-2016

Somos dependentes das pessoas, pois somos uma espécie que vivemos em grupo. Somos dependentes dos elementos naturais – terra, água, fogo e ar – que garantem a vida no planeta. E, também dependentes de outros seres vivos como os animais e plantas dos quais também dependemos para sobreviver.

Agora, já parou para pensar que se o ser humano não existisse a vida na terra continuaria, bem como todas as outras formas de vida?

Porém, desde que o ser humano passou a habitar esse planeta ele também tem uma forte relação e responsabilidade para com esses outros elementos e seres, pois ele integra o ecossistema e a cadeia de relações da vida. Nesse sentido, o papel do ser humano deveria ser o de preservar os recursos e elementos naturais garantindo a vida dos demais seres vivos e o equilíbrio do ecossistema.

Nas antigas civilizações ou dos povos primitivos, assim denominados, é evidente a relação de cuidado com o ambiente e entre as pessoas. um bom exemplo dessa relação é a cultura dos indígenas. Apesar de existirem vários povos indígenas com culturas diferentes, algumas coisas lhes são próprias, por exemplo, o cuidado com a terra como um bem comum. Esta relação se estende para outros elementos como a água, plantas e animais. Além disso, a relação com o ambiente e entre as pessoas estão relacionados com o culto ao sagrado. O lado espiritual e místico também faz parte da cultura dos povos indígenas e muitas vezes relaciona-se aos elementos naturais em manifestações ritualísticas ao sol, rios, chuvas, refletindo nas atividades da vida diária, sempre respeitando o ritmo da natureza.

Porém, com o desenvolvimento das civilizações, essa relação de pertencimento ao mundo natural e o cuidado com a terra foi se perdendo. Cada vez mais fica evidente a separação e distinção entre ser humano e natureza e, consequentemente, o desequilíbrio das relações.

A sociedade moderna representa esse modelo de segregação não somente com a natureza, mas também, entre a própria humanidade. A apropriação da terra, a crescente produção de excedentes, má distribuição, o consumo exagerado e o desperdício geram efeitos avassaladores ao modo de vida da sociedade.

Os recursos naturais renováveis e não renováveis estão sendo explorados de maneira abusiva para atender a um sistema insustentável onde predomina a competição e o individualismo.

A fome é um dos exemplos. Atualmente milhões de pessoas em diferentes partes do mundo são miseráveis e não tem o que comer. Isso em decorrência das formas de produção, na maioria das vezes em larga escala e concentrada em um local e a má distribuição.

Vivemos, portanto, em um mundo contraditório. Apesar do grande avanço científico e tecnológico, não conseguimos sequer ter qualidade de vida e viver de fato como uma sociedade saudável, igualitária e justa. Podemos dizer que estamos vivendo há algumas décadas um processo de crise da modernidade, manifestada através de uma crise ambiental e ética na qual o ser humano é o principal responsável. É ele quem pensa, age e sofre as consequências das suas ações no ambiente.

Nesse momento de crise e de degeneração ética, o mundo clama por uma cultura da paz e que contribua para a regeneração do ser humano e da nossa casa, o planeta terra.

Saiba que ainda é possível reverter esta situação e que para isto vem surgindo muitas iniciativas, tanto individuais quanto coletivas, de alternativas ao modelo vigente.”

Um dos exemplos é a Permacultura, a ciência da cultura permanente, que traz em seu bojo a ética do cuidado aliada aos princípios da cooperação e do amor ao mundo, que você poderá conhecer um pouco mais baixando o e-book do Instituto de Permacultura – IPOEMA, no site www.ipoema.org.br

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