O futuro

Uma tradição é composta por valores passados de geração em geração, por meio de lendas, ritos e costumes.

Em tempos pautados pela felicidade instantânea e efêmera, projetada nas redes sociais, que tradição temos vivido e compartilhado, passado para as próximas gerações?

Que valores temos ensinado às crianças? O valor da competição ou o da colaboração? O valor da separação ou o da unicidade? Estamos ensinando nossas crianças a respeitarem a todos em suas diferenças ou estamos ensinando a separar em grupo?

Necessitamos de uma revolução espiritual e ela começará por educarmos nossas crianças a compartilharem, a se emocionarem, se comoverem com a dor do outro, se alegrarem com a alegria do outro.

E, talvez, ao fazer isto você tenha que anular sua expectativa em relação ao que a criança quer ser quando crescer, não desejar ser aprovada pela sociedade em função do sucesso profissional das suas crias.

Crianças educadas para a revolução espiritual não precisam de agenda cheia de atividades, precisam de bons exemplos familiares e sociais, pautados pelo afeto, pela empatia, pela compaixão.

Adultos e crianças com a consciência de um universo conectado, onde o que cada um faz afeta o outro, afeta o mundo, portanto, a vida deverá ser pautada pela virtude do amor, do amor ao próximo, em sua máxima expressão, o da aceitação de que eu e o outro somos a mesma coisa, partes do mesmo universo, pó de estrelas, que só podem fazer do mundo um lugar melhor, quando unidas, de mãos dadas para a construção do mundo que queremos, de um oásis para a humanidade.

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